Eubiose – Arte Trina – Desenho e realidade da natureza

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Eubiose

Eubiose – Arte Trina

Eubiose é uma antiga arte de bem viver em perfeita harmonia com a ciência da vida e sua leis universais.

Por Gláucio de Araujo

Desenhar não é meramente um exercício técnico, nenhuma Arte o é. O desenho – bem como todas as artes – é uma forma de expressão que restaura a natureza divina do Homem em todos os seus atributos. Em termos genéricos, o desenho é, basicamente, a representação gráfica de qualquer realidade. Mas esta é uma definição extremamente superficial a menos que nos preocupemos com o que vem a ser a “realidade”.

A realidade não é estática ou absoluta. Ela é algo que só existe em função da nossa vivência. Ela só existe quando a experimentamos, e nós a experimentamos de várias formas. Segundo alguns conceitos transpessoais, a vivência da realidade é uma função do nosso “estado de consciência”. De fato, cada estado de consciência possibilita vivências completamente particulares em relação aos demais estados, segundo a Eubiose.

A Filosofia da Eubiose diz que, para cada estado de consciência (ou categoria de estados de consciência), o Homem possui um corpo (ou veículo) especial, o que configura aquilo que é chamado de “constituição oculta do Homem”.

Pode parecer estranho, mas o homem comum nega qualquer realidade que não corresponda àquela experimentada em seu estado de vigília (estado ordinário de consciência). No entanto, a vigília, bem como as experiências vividas neste estado, pode ser compara à ponta de um “iceberg”, cuja maior e mais importante parte não está exposta.

Apesar de termos alcançado as estrelas, ainda não sabemos quase nada sobre os mecanismos de sentir ou de pensar, nem onde está a sede das emoções e da mente, ou seja: não sabemos nada de nós mesmos, nem naquilo que já temos desenvolvido e em pleno funcionamento! No caminho do conhecimento, simplesmente nos esquecemos da mais antiga das recomendações: “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.

Retornando, porém, à Filosofia Eubiótica, com base em Ensinamentos Teosóficos, ela nos diz que o Universo (o “verso do Uno”) manifesta-se através de três princípios básicos que possuem qualidades específicas. Estes princípios vêm sendo proclamados por todas as Tradições, inclusive pela Eubiose, sob diversos nomes:

  • As três Gunas (ou qualidades da matéria) segundo os Vedas;
  • A trindade Pai, Mãe e Filho;
  • Os três Logois, etc.

Esses três princípios divulgado pela Eubiose combinam-se (como as três cores primárias) para formar os “sete grandes planos cósmicos” (como os sete graus musicais ou as sete cores do Arco de Iris). Por isso mesmo, o Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose, ensinava que a Criação é regida pelos números 137.

O Homem não é outra coisa, senão uma “miniatura de si mesmo”, ou seja, o que se refere ao Universo macrocósmico, também é verdadeiro para o Universo microcósmico que ele representa. Desta forma, o Homem é uma unidade (1), que é ele próprio como um todo, e manifesta-se por três atributos (3) – Espírito, Alma e Corpo – que, combinados, agrupam os sete veículos, ou vestes (7), correspondentes aos sete planos cósmicos.

Este assunto é muito extenso e possui foro adequado para desenvolver-se. Aos nossos interesses, porém, basta que tratemos dos três atributos constituintes do Homem conforme a Filosofia da Eubiose, a saber:

  • Inteligência
  • Emoção
  • Estrutura

A cada um desses atributos, corresponde um “corpo” específico:

  • Corpo Espiritual – Inteligência
  • Corpo Psíquico – Emoção
  • Corpo Físico – Estrutura

Cada um desses corpos, ou naturezas, constituintes do Homem engloba um espectro de estados de consciência, percepção e, consequentemente, de r-e-a-l-i-d-a-d-e-s! Se definimos o desenho como uma “representação gráfica da realidade”, temos de considerar as diversas realidades que vivenciamos através da nossa tríplice natureza. Sendo assim, um desenho representará, não uma, mas três realidades essenciais:

  • A realidade física, estrutural ou visual;
  • A realidade emocional, psíquica ou anímica;
  • A realidade intelectual, mental ou espiritual.

O desenho também é uma forma de linguagem que possui uma gramática – uma sintaxe toda particular. É uma linguagem que difere da escrita comum quando notamos que se trata de um código que todos nós já nascemos sabendo decifrar (pelo menos subjetivamente), seja qual for a nossa nacionalidade ou a nossa língua nativa. Isso faz a linguagem pictórica – e toda linguagem artística – inerente ao Gênero Humano desde os primórdios da evolução, sem fronteiras, portanto.

REAÇÕES VISUAIS

Tendo em vista a natureza aparente da realidade em vigília, tudo o que experimentamos visualmente é restringe-se ao estrutural, à forma, ao sensual. Neste plano de vivências, a verdade é o tangível. As linhas do desenho limitam-se, portanto, a expressar ideia de formas que lembrem a aparência da realidade que se deseja representar.

Aqui, basta parecer para ser, como numa convenção da verdade, onde não importam valores subjetivos. Pode não parecer, mas a relação forma-objeto é extremamente convencional. Quando identificamos uma árvore numa representação pictórica, por exemplo, basta que ela atenda às convenções estruturais. Não importa se ela é uma bananeira ou uma figueira, um pinheiro ou uma laranjeira, é uma árvore e ponto!

Podemos observar como esses convencionalismos formais se apresentam desde cedo, quando observamos os desenhos das crianças menores de sete anos. Uma árvore é sempre uma árvore e, embora existam vários tipos de árvores, isso não terá importância na representação que elas fazem da sua realidade visual.

Quando desenhamos, porém, antes de nos preocuparmos com as formas e as proporções, temos de levar em conta que a realidade a ser representada estará limitada pelas bordas de uma folha de papel ou de uma tela. Por isso importa mais ao artista, num estágio inicial, preocupar-se com a composição, ou seja, com a organização equilibrada dos elementos do desenho no espaço disponível. O senso de equilíbrio está diretamente ligado às reações visuais e às propriedades do espaço.

Uma criança não expressa conscientemente estas noções de composição mas, nas suas representações gráficas, ela já estará utilizando a sintaxe visual que lhe é inerente. Tecnicamente, o tamanho do desenho deve ser suficientemente grande para dominar os espaços vazios, mas não tão grandes a ponto de exceder às bordas do papel. Quando fazemos um desenho grande demais, a realidade representada parece estar “sufocada” pelas bordas, enquanto que, se pequeno, parece “oprimida” pelos espaços vazios. Um desenhista poderá jogar conscientemente com estas sensações para transmitir exatamente estas sensações. Uma criança, entretanto, o fará de forma inconsciente, transmitindo, sem saber, aquilo que sente em relação à realidade que vivencia.

Um desenho equilibrado geralmente procura ocupar todos os espaços disponíveis sem exceder limites. Espaços vazios em excesso podem ser lidos como carências que nos oprimem. Simbolicamente, é como se disséssemos: “como sou pequeno diante dessa minha realidade”. Já as bordas do papel podem significar os limites e os rigores que nos são impostos. Um desenho que tenda a avançar sobre as bordas do papel podem passar uma mensagem parecida com: “AHHHHH!!! Deixa eu sair daqui!!!”

Por outro lado, um tipo de carência muito comum é a de limites ou rigores. Na nossa necessidade de estímulos, aprendemos desde as primeiras horas de vida que os limites também são sinal de atenção. Desta forma, dependendo do contexto e de outras informações pictóricas, os espaços vazios continuam sinalizando carências opressivas mas, neste caso, pela falta de estímulos relativos aos limites.

Numa brincadeira com 30 crianças entre 5 e 12 anos de idade, surpreendeu-nos constatar que nenhuma delas avançava o seu desenho sobre as bordas do papel. Algumas delas até procuravam ocupar a maior parte dos espaços, a maioria deixava enormes vazios, mas nenhuma delas invadiu as margens. Uma das mais prováveis explicações pode estar no fato de que todas elas eram de famílias pobres, em que os pais estavam quase sempre ausentes, a maioria lutando pela sobrevivência da família. Não havia indícios, portanto, de sufocação por excesso de limites mas, de acordo com a qualidade dos poucos momentos de atenção, podíamos notar traços de carências tanto afetivas quanto de regras.

Além da ocupação dos espaços, a distribuição do desenho, outro elemento da composição, pode nos informar o peso ou a leveza da realidade representada. Quando o desenho está centralizado, o equilíbrio é naturalmente percebido. Mas o artista pode dispor seu desenho de forma deslocada na horizontal ou na vertical. Em termos estéticos, isso pode ser compensado por algum tipo de grafismo ou com outros objetos mas, antes de buscar uma fórmula estética, estamos atentos às reações visuais, o que nos leva a observar que os deslocamentos verticais nos informam o “peso” do desenho, enquanto que os deslocamentos horizontais podem nos dar uma pista quanto ao foco temporal do artista, em outras palavras, para onde no tempo ele aponta o seu olhar – e as suas emoções – enquanto desenha.

A maioria das pessoas possui uma resposta corporal para as suas atividades mentais, inclusive quando elas estão ligadas ao tempo em que focalizam as suas atenções. Nestes casos, se alguém está falando de coisas do passado, buscando informações em fatos remotos, inconscientemente dirigirá seu olhar para baixo e para a direita. Normalmente, pensamentos relativos ao presente são acompanhados de um olhar para frente. Já no caso de pensamentos projetados no futuro, o olhar geralmente orienta-se para cima e para a esquerda da pessoa. O desenho, como um reflexo (consciente ou não) das atividades emocionais do artista, também exterioriza essas informações.

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