Antropogênese

A Origem da criação humana

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Antropogênese HPB e JHS

Antropogênese – A Origem da criação

Antropogênese refere-se aos ensinamentos Teosóficos a respeito da Origem do Homem…

“O Universo é um pensamento de Deus.”

Paracelso

Após esta breve meditação sobre a Divindade e o que realmente importa sabermos Dela, vamos nos ater a discussão sobre a origem do Universo. Como se originou esta complexa mandala, da qual nós fazemos parte? Os povos da antiguidade conseguiam descrever este processo detalhadamente fazendo uso de símbolos e alegorias, que foram perdendo seu real significado através dos tempos, ficando incompreensíveis para o “Homem Moderno” (moderno, porém, nem por isto mais sábio), que fez uso da Ciência para elucidar suas dúvidas; e que, reconhecidamente, obteve grandes avanços, mas ao se limitar ao Racionalismo Pragmático e Preconceituoso os “sábios” cientistas da modernidade encontraram uma barreira intransponível a suas indagações.

Tudo se originou de uma nebulosa ígnea, a qual concentra em seu núcleo um corpo energético e incandescente que se move sobre o próprio eixo, desprendendo de si mesmo corpos celestes, que passam a girar em torno deste sol central em função de suas forças antagônicas: a centrífuga e a centrípeta. Ao serem defrontados pela pergunta óbvia que é de onde surgiu a nebulosa? –responderam de forma tão alegórica quanto as religiões do passado, rechaçadas por eles “Geração Espontânea”. E com esta resposta, ao invés de por um ponto final as dúvidas; fizeram com que a humanidade continuasse a buscar uma resposta que lhe saciasse.

Na Antropogênese, consideramos essa resposta insatisfatória, buscamos socorro nas sábias palavras de Hermes Trimegisto que afirmou: “O que está embaixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está embaixo.”

Para que possamos compreender melhor tal afirmação vamos fazer uma analogia entre o Universo exterior, complexo, super-povoado e em eterna transformação, e o Universo interior, que vai desde a superfície de nosso corpo físico, até as entranhas de nossa mente, igualmente complexo, super-povoado e em eterna transformação. Conscientizemos de que somos formados por seres vivos, nossas células em conjunto, promovem a realização do trabalho de um orgão, que objetivando a harmonia do corpo ao interagir com outros órgãos , compondo um sistema, sistema esse que tem seu papel fundamental dentro da estrutura harmônica do corpo. Tudo devidamente interligado, integrado e interdependente.

Apesar de termos consciência da existência deste complexo sistema, não vivemos em função da realização particular de uma única célula, vivemos, isto sim, buscando, salvo casos patológicos, o bem estar geral de nosso corpo, na visão da Antropogênese.

E o que acontece, caso um órgão passe a não funcionar da forma devida, prejudicando assim o bem-estar de todo sistema? Tomamos algum medicamento buscando restaurar a harmonia , este remédio, vai agir sobre aqueles que provocam a desarmonia.

Podemos aqui, Ter uma primeira impressão de como age a Lei do Karma, principalmente se levarmos em consideração, qual a atitude, algumas vezes drástica, que somos forçados a adotar, quando uma célula, ou um conjunto de células, ameaça destruir a harmonia do organismo inteiro? Extraímos este nódulo, antes que se torne um câncer e se enraíze.

A Antropogênese explica que nós temos conhecimento de que nosso corpo é composto, além do físico, por energia, sensações e mente; mas do ponto de vista puramente biológico, antes de chegarmos a compor este complexo organismo, em que nos encontramos, éramos mais simples. Apenas um óvulo e um espermatozoide que se uniram e deram origem a uma terceira coisa, uma célula-ovo.

Esta célula-ovo começou a se multiplicar em vários níveis e em complexos sistemas harmonizados , que acabaram por dar origem a um feto, envolvido na escuridão do útero materno pelo líquido amniótico, até o momento do nascimento, quando o novo ser humano, sai do corpo da mãe e vai ao encontro da luz, enquanto emite seu choro, abrindo os pulmões, pronúncia o Verbo e dando início a vida.

Não é mera coincidência, se encontraram alguma semelhança com a passagem bíblica do livro de Gênese, que diz: “E a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E Deus passou a dizer: “Venha a haver luz”. Então veio a haver luz”.

Esta é a gênese que se processa, a todo instante no mundo inteiro, a qual nos encontramos cegos, demais para perceber, pois buscamos explicações complexas, quando na verdade as grandes respostas são simples e evidentes, desdobrando-se diante de nossos olhos.

Agora, se tomarmos este conceito e o aumentarmos em proporções macrocósmicas, encontraremos o mesmo processo.

Partimos, assim, na impossibilidade de o fazermos doutro modo, de uma Noite de Brahmã, onde tudo estava adormecido, num estado chamado pelos hindus de Pralaya.

Esse vastíssimo espaço de tempo (4.320.000.000 de anos terrestres) é o período de repouso após um Dia de Brahmã (Manvantara), período de manifestação, que têm a mesma duração. Essas fazes de atividade (Manvantara) e de repouso absoluto (Pralaya) correspondem, analogicamente, ao ritmo da respiração, aos estados de vigília e sono, aos ciclos da natureza e aos ritmo de fluxo e refluxo, peculiar a toda a Criação.

Assim, podemos ver que a célula-ovo,é o equivalente microcósmico, do Ovo Cósmico, o protótipo macrocósmico, o Caos, ou o Abismo Bíblico. “O Cosmo; diz Blavatsky, em Antropogênese; como natureza receptora, é um ovo fecundado que, entretanto, permanece imaculado; que não tem limites e deve por isso ser representado por uma esfera.” Nesse Ovo Virginal temos a essência pura de tudo – a Substância contendo os modelos, os protótipos de uma futura existência no mundo das formas; no ovo microcósmico, a essência diversificada (DNA) – a matéria conveniente a cada espécie e gênero.

Assim, tudo está em absoluto repouso na Noite Cósmica, nesse Grande Nada, nesse Grande Silêncio, que é o Grande Todo; os arquétipos guardados no Selo do Criador, formam um conjunto harmônico, a existência real em potencial, em essência, animada pelo Espírito da Divindade.

Dessa forma, a futura Criação em potencial é despertada para a manifestação da Substância no plano da Matéria, sucessivamente nos níveis mental, astral, etérico, e físico tangível, pelo Verbo Criador. Esse Verbo, o Fiat Lux, é a manifestação da Vontade, do Poder do Criador. O conjunto começa, então, a vibrar no plano mental, produzindo o Som, o poderoso OM; toma cor e forma sutil no plano astral e, finalmente, forma tangível, corpo físico, no plano das três dimensões, segundo a Cosmogênese e a Antropogênese.

Embora, o Verbo Criador, seja a lei já milenarmente conhecida, aplicada e verificada pelos teósofos, podemos hoje, através do salutar uso da ciência e da filosofia, estudar e compreender-lhes os efeitos. Ai então, não teremos apenas, a crença no poder da Palavra mas, também a absoluta e consciente convicção nesse formidável poder.

Os cientistas e filósofos ocidentais repetem uma lei psicológica muito velha e por nós muito conhecida: “Toda ideia tende a realizar-se”.

Considerando isso, compreendemos que somos idéias da Divindade em realização.

Cedido por Sociedade de Estudos Teosóficos HPB.

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