Alquimia Alexandrina – Uma breve história

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Alquimia Alexandrina

Alquimia Alexandrina

A Alquimia Alexandrina surgiu como confluências dos babilônios, egípcios, judeus, persas e gregos. Ela mistura elementos de magia oriental e de filosofia grega.

Alexandria era a cidade fundada por Alexandre, no Egito, em sua homenagem. Alexandre tinha sido discípulo de Aristóteles, mas acredita-se que não aprendeu nada com o mestre, pelo menos em política. Ele foi um grande general e ainda jovem havia conquistado o mundo em seu tempo, Alexandria deveria ser o centro deste seu império. Esta cidade tornou-se um marco na cultura helênica, com uma enorme biblioteca, com uma proliferação de textos, uma profusão de conhecimentos.

Neste ambiente cultural é que se desenvolveu a alquimia alexandrina. Os sábios buscavam conhecimentos e produziam conhecimentos. A investigação sistemática da natureza, indicada por Aristóteles, passou a ser trabalhada para além do campo teórico, também na prática. Os alquimistas trabalhavam a natureza em seus laboratórios secretos, explorando as práticas metalúrgicas. Eles escreviam, desenhavam, procurando retratar o seu trabalho para passar a seus discípulos. Alguns destes escritos sobreviveram até hoje, tal como os papiros de Leyden e de Estocolmo. A maioria destes, entretanto são apócrifos, na maioria das vezes sua autoria é atribuída a deuses. Tal é o caso da Tábua Esmeraldina, cuja autoria é atribuída a Hermes Trismegisto, que inspirou um movimento místico-alquímico, conhecido como hermetismo.

Alquimia Alexandrina – Conheça os alquimistas

Dentre os principais alquimistas alexandrinos encontram-se Zózimo, século III d.C. Maria, a Judia, e (pseudo) Demócrito. Eles fizeram trabalhos importantes com metais. É a partir deles que aparecem a Pedra Filosofal, a tentativa de transmutar os metais em ouro(sol) e prata(lua) e a dedicação ao trabalho, considerado como a Grande Obra. Eles misturaram influências da filosofia grega com o pensamento místico oriental.

Maria, a judia, por exemplo, era uma egípcia helenzida versada em magia oriental. É atribuído a ela a invensão do banho-maria. Ela também teria inventado um alambique de três bicos para a destilação de águas sulforosas, desenvolvendo uma prática mais sensível de laboratório.

Zózimo é considerado o primeiro alquimista. Dizem que ele tinha como sonho o homem metálico . Para ele, a metalinidade dos metais não depende de sua matéria, mas das qualidades que vêm a tomar. Assim, o ouro possui qualidades auríferas. O negro que assumem os metais durante o processo de calcinação é considerado a mortificação dos metais, que liberaria as energias ruins purificando o metal. É desse modo que ele entende a transmutação dos metais, sendo os metais pensados como “sementes” que devem brotar o ouro da Mãe Terra, o metal perfeito por excelência.

Depois de Zózimo, a alquimia deixou de ser investigação sobre a matéria, passando a ser uma doutrina mística, intocável, imutável e irrefutável. Fazia parte desta doutrina o entendimento vitalista, quase panteísta, da natureza, ou seja, que os minerais são matérias vivas, partes de um espírito universal que preenche toda natureza.

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